quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Quando o amor vacila




Eu sei que atrás desse universo de aparências, das diferenças todas, a esperança e preservada. Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido, mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir e dela não me conformo. Eu acredito em tudo, mas que quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas,
Pelo teu corpo marcado,
Pelas tuas cicatrizes,
Pelas tuas loucuras todas minha vida.
Eu amo tuas mãos mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo o teu jogo triste.
As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria mesmo fora de si,
Eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido se a maré das circunstancias não tivesse te banhado nas águas do equivoco.
Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo quando, sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis.
Amo o teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.
Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras.
Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras ainda que seja através delas que eu me defenda quando digo que eu te amo mais que o silencio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila.

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